Prémios Nobel da Literatura

(em desenvolvimento)

2021:

2020: LOUISE GLÜCK (EUA)

2019: PETER HANDKE (ÁUSTRIA)

2018: OLGA TOKARCZUK (POLÓNIA)

2017: KAZUO ISHIGURO (JAPÃO) 

2016: BOB DYLAN (EUA)

2015: SVETLANA ALEXIÉVITCH (BIELORÚSSIA)

2014: PATRICK MODIANO (FRANÇA)

2013: ALICE MUNRO (CANADÁ)

2012: MO YAN (CHINA)

2011: TOMAS TRANSTRÖMER (SUÉCIA)

2010: MARIO VARGAS LLOSA (PERU)

2009: HERTA MÜLLER (ROMÉNIA)

2008: JEAN-MARIE GUSTAVE LE CLÉZIO (FRANÇA)

2007: DORIS LESSING (REINO UNIDO)

2006: ORHAN PAMUK (TURQUIA)

2005: HAROLD PINTER (REINO UNIDO)

2004: ELFRIEDE JELINEK (ÁUSTRIA)

2003: J. M. COETZEE (ÁFRICA DO SUL)2002: IMRE KERTÉSZ (HUNGRIA)


(em desenvolvimento)

2013: ALICE MUNRO (CANADÁ) – Alice Ann Laidlaw, nasceu a 10 de julho de 1931 em Wingham, Ontario, no Canadá. Foi distinguida com alguns dos mais importantes prémios literários, dos quais se destacam o Prémio Nobel da Literatura 2013 e o Man Booker International Prize em 2009. Venceu também por três vezes o Prémio Governador Geral do Canadá para Ficção A Academia Sueca designou-a como “mestre do conto contemporâneo”. A editora Relógio D’Água publicou desde 2007 cinco antologias de contos de Alice Munro (‘Fugas’, ‘O Amor de Uma Boa Mulher’, ‘Demasiada Felicidade’, ‘O Progresso do Amor’ e ‘Amada Vida’) e o romance com aspectos autobiográficos ‘A Vista de Castle Rock’. Alice Munro possui o singular talento de nos expor de modo conciso a essência da vida através dos seus contos e romances. As suas personagens habitam pequenas povoações dos arredores de Ontário ou do Lago Huron. São adolescentes, mulheres e famílias descritas nos seus trajectos habituais, mas que são transformadas por um encontro casual, uma acção não realizada, que causam um desvio no destino das suas vidas e modos de pensar. As suas histórias mostram-nos, nas separações, partidas, novos começos, acidentes, regressos e perigos, imaginários ou reais, como o quotidiano das nossas vidas pode ser tão estranho e arriscado quanto belo. Herdeira de Tchékhov e do realismo lírico do Joyce contista, Alice Munro conseguiu com o seu «sentimento instintivo de aritmética emocional da vida quotidiana» deixar uma marca indelével na escrita contemporânea. Através do carácter inesperado e emocionante das vidas, Munro mostra-nos como os homens e as mulheres se acomodam e muitas vezes transcendem o que acontece nas suas vidas. (Fonte: Bertrand Livreiros)

2012: MO YAN (CHINA) – Guan Moye (Mo Yan) nasceu em 1955 na China (província de Shandong). Foi então que começou a escrever, escolhendo desde logo o seu pseudónimo, Mo Yan, que significa “não fale”. Numa entrevista recente, explicou que o nome se refere ao período revolucionário da década de 1950, quando os pais o aconselharam a não exprimir as suas opiniões em público. Em 1981, publicou o primeiro romance, escrito quando era soldado. Em 1987, publicou ‘Red Sorghum’ (‘Sorgo Vermelho’), que viria a tornar-se um bestseller. Foi adaptado ao cinema por Zhang Yimou e ganhou o Urso de Ouro do Festival Internacional de Berlim em 1988. Em 1996, lançou ‘Peito Grande, Ancas Largas’, a única obra deste autor publicada em Portugal, pela editora Ulisseia. Este romance, que foi proibido na China, relata, de uma perspectiva feminina, quase um século da História do país. Devido ao teor sexual do texto, Mo Yan foi obrigado a escrever uma autocrítica ao seu próprio livro, tendo mais tarde sido obrigado a retirá-lo de circulação. Em 2011, ganhou o prémio Mao Dun, o mais importante galardão literário do país, sendo depois eleito vice-presidente da Associação dos Escritores da China. O seu estilo é comparado ao realismo mágico de Gabriel García Márquez. (Fonte: Bertrand Livreiros)

2011: TOMAS TRANSTRÖMER (SUÉCIA) – Tomas Tranströmer nasceu a 15 de abril de 1931 em Estocolmo, cidade onde também se licenciou em Psicologia em 1956. Começou a escrever poesia muito jovem e publicou os primeiros poemas em 1954. A sua poesia inspira-se na metafísica ocidental, na tradição japonesa do haiku, e nas grandes obras clássicas que pensam e questionam a condição humana, a morte e a memória. A estes temas o poeta acrescenta múltiplas referências à sua intimidade, ao gosto pela música e pelas viagens, a botânica, a entomologia, entre outros temas. Em 1990 Tomas Tranströmer sofreu um AVC, estando impedido de falar desde então. Não perdeu, no entanto, a capacidade de escrever. Alguns dos seus livros foram publicados já depois deste problema de saúde. Ao longo da sua carreira recebeu inúmeros prémios, entre os quais: Prémio Bonnier de Poesia, o Prémio Internacional Neustadt de Literatura, o Prémio Oevalids, o Prémio Petrarca, o Prémio do Fórum Internacional de Poesia e o Prémio Griffin. Em 2011 a Academia Sueca entregou-lhe o Prémio Nobel da Literatura. A sua obra está traduzida em todo o mundo. Faleceu a 26 de março de 2015. (fonte: Wookacontece)

2010: MARIO VARGAS LLOSA (PERU) – Vargas Llosa é jornalista, dramaturgo, ensaísta e crítico literário, reconhecido como um dos mais importantes escritores da atualidade. Graduado em Direito e Letras pela Universidade Nacional Maior de São Marcos, em Lima, lecionou em diversas universidades norte-americanas e europeias. Politicamente engajado, em 1990 candidatou-se à Presidência do Peru, perdendo a eleição para Alberto Fujimori. Fez sua estreia na literatura, em 1963, com ‘A cidade e os cães’. Seu terceiro romance, ‘Conversa na Catedral’, publicado em 1969, narra as fases da sociedade peruana sob a ditadura de Manuel Odria na década de 1950. Lançado em 2006, ‘Travessuras da menina má’ é seu livro mais conhecido. Com tons autobiográficos, conta a história de uma paixão arrebatadora e traça um panorama das transformações sociais e políticas ocorridas na Europa e na América Latina ao longo de 40 anos. Desde 1990, é colunista do jornal El País, com textos traduzidos e publicados em diversos veículos de comunicação pelo mundo. Na década de 1980, começou a escrever teatro e, em 2005, passou a interpretar alguns de seus personagens no palco. Em 2016, publicou ‘Cinco esquinas’, livro que se passa no final da ditadura de Fujimori e mostra como a imprensa do escândalo tem efeitos nefastos. Crítico dos regimes ditatoriais e do populismo demagógico, é defensor da democracia e da liberdade, e um exímio observador da história latino-americana recente. O escritor já recebeu o Prémio Nacional de Cultura do Peru, pelo romance ‘A casa verde’, em 1967, o Prémio Príncipe de Astúrias, em 1986, e o Prémio Miguel de Cervantes, em 1994, entre outras importantes condecorações. Para ele, a cultura pode ser um experimento de reflexão, pensamento, sonho, paixão e poesia. Mario Vargas Llosa foi agraciado com o Prémio Nobel de Literatura, em 2010, por “sua cartografia de estruturas de poder e suas imagens vigorosas sobre resistência, revolta e derrota individual”. Na semana seguinte ao anúncio da premiação, subia ao palco do Fronteiras, em Porto Alegre, para proferir a conferência Em torno à Cultura, texto que serviu de base para a construção do seu ensaio A civilização do espetáculo, obra publicada em 2012 e que aborda a banalização das artes e da literatura. (Fonte: Fronteiras do Pensamento; www.fronteiras.com (adapt.))

2009: HERTA MÜLLER (ROMÉNIA) – Nasceu a 17 de agosto de 1953, na localidade de fala alemã de Nitzkydorf, na Roménia. Os seus pais pertenciam à minoria germânica da Roménia. O pai serviu durante a Segunda Guerra Mundial nas Waffen-SS. Muitos alemães da Roménia foram deportados para a União Soviética em 1945 e a mãe de Herta Müller foi uma delas. Passou cinco anos num campo de trabalho na atual Ucrânia. Estudou literatura alemã e romena na Universidade de Timisoara (Temeswar). Durante esse tempo, contactou com o Aktionsgruppe Banat, um círculo de jovens escritores de fala alemã que se opunha à ditadura de Ceausescu e procurava a liberdade de expressão. Depois de finalizados os estudos trabalhou como tradutora numa fábrica de máquinas entre 1977 e 1979. Foi despedida quando se negou a cooperar com a polícia secreta e a agir como informadora. Depois do despedimento, foi objeto de perseguição por parte da Securitate. Debutou na escrita com a coleção de relatos ‘Niederungen’ (1982), que foi censurada na Roménia. Dois anos mais tarde, publicou-se uma versão não censurada desta coleção de relatos na Alemanha e, no mesmo ano, surgiu ‘Drückender Tango’, na Roménia. Nestas duas obras, Herta Müller relata a vida numa pequena localidade de fala alemã e a corrupção, a intolerância e a opressão que nela existem. Por este motivo, foi alvo da crítica da imprensa nacional, ao mesmo tempo que teve uma receção muito positiva nos meios de comunicação de fala alemã no estrangeiro. Ao criticar publicamente a ditadura romena, foi castigada com a proibição de publicar no seu país. Em 1987, emigrou com o marido, o escritor Richard Wagner. Os romances ‘Der Fuchs war damals schon der Jäger’ (1992), ‘A Terra das Ameixas Verdes ‘(1994) e ‘Heute wär ich mir lieber nicht begegnet ‘ (1997) proporcionam com os seus pormenorizados detalhes, uma imagem da vida quotidiana numa ditadura estanque. Herta Müller foi professora convidada nas universidades de Paderborn, Warwick, Hamburgo, Swansea, Gainsville (Florida), Cassel, Gotinga, Tubinga e Zurique. Vive atualmente em Berlim. É membro desde 1995 da Deutsche Akademie für Sprache und Dichtung, em Darmstadt. (Fonte: Wook)

2008: JEAN-MARIE GUSTAVE LE CLÉZIO (FRANÇA) – Escritor e ensaísta francês, Jean-Marie Gustave Le Clézio nasceu em 1940, em Nice, sendo originário de uma família com ascendência inglesa e bretã. Viveu ainda nas Ilhas Maurícias, algo que o levou a ganhar o gosto pelas viagens e pelo conhecimento de novos mundos. Aos 23 anos, depois de se ter licenciado em Letras, em Aix-en-Provence, Le Clézio lançou o seu romance de estreia, ‘Le Procès-Verbal’, com o qual ganharia, em 1963, o Prémio Renaudot, um dos mais importantes galardões literários do seu país. Em 1980 Jean-Marie Le Clézio recebeu, em França, o prémio Paul Morand para distinguir o conjunto da sua carreira literária. Nesse ano havia lançado aquela que foi considerada a sua melhor obra, o romance ‘Désert’, a epopeia de um jovem descendente de tuaregues. Entre as suas restantes obras destacam-se ‘Fièvre’, uma coletânea de contos, e os romances ‘Le Déluge’, ‘La Quarantaine’ e ‘Poisson d’Or’. A sua obra está pejada de personagens obcecadas pela morte. O escritor coloca o ser humano a enfrentar diversas experiências que lhe proporcionam viver variados tipos de aventuras interiores. ‘Désert’ aborda uma das grandes preocupações de Le Clézio, as condições de vida dos povos nómadas ameaçados de extinção, assunto que desenvolveu em diversos ensaios. Entre os povos sobre os quais escreveu, e entre os quais viveu, estão os índios do Panamá e os berberes de Marrocos. Entre 1970 e 1974 viveu com os índios emberas, no Panamá, em plena floresta. Le Clézio conheceu estes índios depois de ter estado dois anos no México a prestar serviço militar, período que aproveitou para viajar e visitar as regiões vizinhas. A mulher de Le Clézio é de origem saraui e juntos lançaram em 1993 Gens des Nuages, um ensaio sobre a terra natal dela. As obras de Le Clézio já foram publicadas em alemão, castelhano, chinês, dinamarquês, grego, inglês, japonês, russo e turco, entre outras, fazendo com que seja um dos autores franceses mais traduzidos no mundo. Desde 2002 integra o júri do Prémio Renaudot. Em 2008 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Literatura. Jean-Marie Le Clézio. (Fonte: Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008)

2007: DORIS LESSING (REINO UNIDO) – Escritora inglesa, nasceu em 1919, no Irão, mudando-se, aos cinco anos de idade, para o Zimbabwe.Após dois casamentos falhados e um envolvimento activo na política, viajou, em 1949, para Inglaterra, onde, em 1950, publicou o primeiro romance intitulado ‘The Grass is Singing’. Seguiram-se as obras ‘Martha Quest, ‘A Proper Marriage’, ‘A Ripple from the Storm’, ‘Landlocked ‘e ‘The Four-Gated City’, que constituem o conjunto denominado ‘Children of Violence’. ‘The Golden Notebook’, provavelmente o seu romance mais conhecido, foi considerado como marcante pelo movimento feminista. As narrativas subsequentes entram em ruptura com o realismo tradicional, descrevendo eventos épicos e míticos de um universo ficcional. De entre estes destacam-se: ‘Colonised’ Planet 5’, ‘Shikasta’, e ‘The Sirian Experiments, entre outros. Os trabalhos de Lessing evidenciam as suas opiniões sobre política, o papel da mulher e o medo de um desastre tecnológico. Morreu a 17 de novembro de 2013, aos 94 anos. (Fonte: Bertrand Editora)

2006: ORHAN PAMUK (TURQUIA) – nasceu na Turquia, em 1952. Estudou Arquitetura antes de se licenciar em Jornalismo pela Universidade de Istambul, profissão que nunca exerceu. Grande estudioso e leitor insaciável, escreve desde os 23 anos, tendo-se tornado mundialmente conhecido. Recebeu diversos galardões e distinções, tendo em 2006 sido laureado com o Prémio Nobel da Literatura. Traduzida em mais de 60 línguas, a obra literária de Orhan Pamuk é seguida com o maior interesse tanto no Ocidente como na própria Turquia, onde os seus livros são sempre bestsellers, não obstante as suas posições críticas em relação à política do país. (Fonte: Fnac)

2005: HAROLD PINTER (REINO UNIDO) – Nascido em 1930 num subúrbio pobre de Londres, a norte do Rio Tâmisa, parte leste da cidade, em Hackney, onde fez os seus primeiros estudos, filho de pais judeus (Jack Pinter e Frances Moskowitz) com antepassados provenientes do leste europeu. Começou em meados da década de 1950 a sua carreira teatral. A sua primeira obra importante foi ‘Festa de Aniversário’ (‘The Birthday Party’, 1957), um fracasso na estreia, mas um êxito na remontagem, depois de ter sido apresentada na televisão. É um dos mais importantes renovadores do teatro moderno e as suas peças têm um estilo característico, a que se deu o nome de pinteresco. Nelas são criadas situações em que personagens normais, nas suas vidas quotidianas, são repentinamente colocadas frente ao inesperado. (…) Pinter escreveu 29 peças, de entre as quais as mais reconhecida são ‘Feliz Aniversário’ (‘The Birthday Party’, 1957), ‘O Porteiro’ (‘The Caretaker, 1959), ‘Traição’ (‘Betrayal’, 1978), ‘Volta ao Lar’ (‘Homecoming’, 1965), todas adaptadas ao cinema. Entre ao seus roteiros de cinema mais conhecido está ‘A Amante do Tenente Francês’ (‘The French Lieutenant’s Woman’, 1981). Em Outubro de 2006 foi aclamado pela sua participação como actor na produção de ‘A Última Gravação’ (‘Krapp’s Last Tape’), como parte da comemoração do centenário do nascimento do seu autor, Samuel Beckett, e dos 50 anos do Royal Court Theatre. Faleceu em na véspera do Natal de 2008, aos 78 anos. (Fonte: adaptado de ‘Portal da Literatura’)

2004: ELFRIEDE JELINEK (ÁUSTRIA) – Nasceu em Mürzzuschlag, na Áustria, em 1946. Enquanto criança e adolescente, teve aulas de piano e órgão, tocando no Conservatório de Viena. Estudou Arte e Teatro na universidade, enquanto completava também os seus estudos musicais. Por essa altura tinha já desenvolvido interesse na composição de textos, o que viria eventualmente a ser a sua principal forma de expressão artística. Casou em 1974.   Devido à sua fobia social, não foi capaz de ir a Estocolmo receber o seu Prémio Nobel.O trabalho de Elfriede Jelinek inclui drama e poesia, bem como prosa. Entre as suas mais famosas obras podemos encontrar os romances ‘The Piano Teacher’ ‘Lust’, ambos característicos pela sua fineza satírica, o seu desejo experimental e uma franqueza intransigente.  Através do seu trabalho tornou-se conhecida como sendo uma dura crítica à sociedade de consumo moderna, desmascarando estruturas ocultas de sexismo, sadismo e submissão. (Fonte: The Nobel Prize, trad. e adapt.)

2003: J. M. COETZEE (ÁFRICA DO SUL) – J. M. Coetzee nasceu em 1940, na Cidade do Cabo, estudou na África do Sul e nos Estados Unidos, e atualmente reside na Austrália. Entre as suas obras destacam-se ‘No Coração desta Terra’, ‘À Espera dos Bárbaros’, ‘A Vida e o Tempo de Michael K’,’ Desgraça’, ‘O Homem Lento’, ‘Diário de Um Mau Ano’ – um romance em que o autor dividiu a página em três planos narrativos distintos, numa ousada experiência entre a ficção e o ensaio –, e ‘Verão’, finalista do Booker Prize de 2009. Tendo sido o primeiro escritor a vencer por duas vezes o Booker Prize, Coetzee viu ainda a sua mestria literária ser reconhecida com a atribuição do Prémio Nobel de Literatura, em 2003. (Fonte: Fnac)

2002: IMRE KERTÉSZ (HUNGRIA) – Imre Kertész nasceu em Budapeste, na Hungria, a 9 de Novembro de 1929, numa família judaica. Foi deportado em 1944 (aos 14 anos) para Auschwitz e mais tarde para Buchenwald. Depois de ser libertado em 1945, Kertész regressou a Budapeste, onde acabou o liceu e começou a trabalhar como jornalista e tradutor. Em 1951 foi despedido do jornal Világosság, quando este passou a orgão do Partido Comunista Húngaro. A partir de 1953 dedica-se à escrita e à tradução para húngaro de autores alemães como Nietzsche, Hofmannsthal, Schnitzler, Freud e Wittgenstein, entre outros. A sua obra mais conhecida, ‘Sem destino’ (Sorstalanság), fala sobre a experiência de um rapaz de quinze anos nos campos de concentração de Auschwitz, Buchenwald e Zeitz. Este livro foi considerado por alguns críticos como autobiográfico, facto rejeitado pelo autor, não considerando haver grande ligação à sua biografia. Foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 2002. Kertész morreu em Budapeste a 31 de Março de 2016 aos 86 anos. (Fonte: Fnac)