“AUTOR PORTUGUÊS NA BIBLIOTECA DA EBEC” (ENCONTRO #03) | 18 DE MAIO COM ANTÓNIO VILHENA

Para uma abrangência mais alargada que poderá ser no número de alunos a envolver, no mês de maio não assinalaremos, por ser bastante limitador, apenas o dia 22 como o Dia do Autor Português que é uma iniciativa promovida, desde 1982, pela Sociedade Portuguesa de Autores – SPA com o objetivo de homenagear todos os criadores portugueses nas várias áreas artísticas e culturais que contribuíram para o enriquecimento da cultura portuguesa e também, distinguir aqueles que se destacaram na defesa e promoção dos direitos de autor.

Assim, como já foi anunciado nesta web página, o mês de maio foi o mês escolhido para trazer em quatro dias distintos à Biblioteca da EBEC, na área da Literatura, cinco autores portugueses a saber aqui.

Para darmos continuidade a este evento, que é um dos últimos dos muitos desenvolvidos ao longo deste ano letivo de 2016/17 na Biblioteca da Escola Eugénio de Castro, a nosso convite virá à Biblioteca da EBEC desta vez no próximo dia 18 de maio, entre as 10h15 e as 11h40  o escritor António Vilhena.

Serão todos benvindos a este encontro. Compareçam na nossa biblioteca!

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António Vilhena – bio –  (Beja – Portugal). Licenciado em psicologia pela Faculdade de Psicologia e de Ciências de Educação da Universidade de Coimbra, mestre em Estudos Clássicos e doutorando em Mundo Antigo pela Faculdade de Letras na Universidade de Coimbra. Membro convidado do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Faculdade de Letras de Universidade de Coimbra. Poeta, cronista e autor de livros infantis.
Pedimos emprestadas as palavras da doutora Nair de Nazaré Castro Soares, catedrática da Universidade de Coimbra que prefaciou o livro “Cartas a um Amor ausente”:
“No êxtase da palavra e do silêncio, entretece o poeta o sonho que o percorre, no espaço sem tempo e sem lugar, e anuncia imperecível, transfigurada, a verdade que o transcende. Em Cartas a Um Amor Ausente, o amor é a substância primeira, o sujeito e o objecto da narrativa poética. Dali parte, ali regressa. E, nesse amor tão escrupuloso, o autor põe uma tão comovida atenção, uma tal graça ingénua na estilização do mundo que é o seu, que a sua palavra, o que nos dá a ver, leva-nos a afirmar com Hölderlin que a poesia é a mais inocente das actividades. (…)”

 “Sem embargo da crescente revelação de dotes para a realização cativante noutros tipos de criação literária, com a literatura para crianças a crescer por entre a crónica e a ficção de narrativa breve, a vocação literária de António Vilhena permanece fiel à primazia da poesia lírica, que tão precocemente se afirmou sobre a herança mítica e a tradição do canto da mátria alentejana. Memória afectiva da subjectividade e memória cívica da comunidade, sem engodos de evasão pitoresca ou nostálgica, essa presença originária do Alentejo – matriz existencial e metáfora sinérgica do inconformismo social e do anseio existencial de um bem maior – desdobra-se ao longo da obra de António Vilhena e interage alusivamente com outras eficientes figurações para dizer a inquietação e o horizonte da vida como travessia. Mas sobre tudo isso se descobre, afinal desde Do Ventre da Terra (1987) até Trança d’ Água (1989), desde Mais Felizes que o Sonho (1996) até Canto Imperecível das Aves (2012), uma estruturante poética dos Elementos arquetípicos: primeiro, emergiu a lírica da terra convulsa (e do eros latejante), mas trazendo já em «Liberdade» o elemento purificador da água, de tal modo que ambas, terra e água, logo crepitavam ao fogo (Ardor de todas as palavras / Que acreditam no desejo»), para depois se expandirem pelo ar que no Canto Imperecível das Ave* é espaço vibrante da luz que fulgura no encontro das energias amorosas (e da Luz iniciática que promete outro Conhecimento).”
– José Carlos Seabra Pereira, na “apresentação” do livro de poesia “Canto Imperecível das Aves”, de António Vilhena.

Cartas

OBRAS DE ANTÓNIO VILHENA
Poesia
:: Do ventre da terra. Ediliber Edições, 1987.
:: Trança d`água. [prefácio José Carlos Seabra Pereira; ilustrações João Carlos; fotografia Luís Carregã]. Coimbra: Académica Editora, 1989.
:: Mais felizes que o sonho. [prefácio Fernando Dacosta]. Coimbra: Mar da Palavra Edições, 1996.
Canto imperecível das aves. Coimbra: Caracol Edições, 2012.
:: Templo do fogo insaciável. [apresentação Susana Pita Soares]. Coimbra: Caracol Edições, 2013.

Prosa poética
:: A eterna paixão de nunca estar contente. [prefácio de Natália Correia]. Coimbra: Académica Editora, 1991.
:: Cartas a um amor ausente. [prefácio Nair de Nazaré Castro Soares]. Coimbra: Caracol Edições, 2014.

Crónica
:: Diálogos de rosa e espada. [prefácio Maria Teresa Roberto]. Colecção Maré alta. Coimbra: Mar da Palavra Edições, 2004.

Infantil
:: O piano adormecido. [ilustrações Andreia Travassos]. Coimbra: Mar da Palavra Edições, 2006.
:: A formiga barriguda. [ilustrações Inês Massano]. Coimbra: Caracol Edições, 2012.
:: As férias da formiga barriguda. [ilustrações Inês Massano]. Coimbra: Caracol Edições, 2013.
:: A orquestra da formiga barriguda e os sons da água. [ilustrações Inês Massano]. Coimbra: Caracol Edições, 2014.

.. Picó Seis Dedos no Planeta Azul. [ilustrações Patrícia Roque]. Coimbra: Caracol Edições, 2016.

Obras do Autor: Do Ventre da Terra (poesia, 1987), Trança D`Água (poesia, 1989), A Eterna Paixão de Nunca estar Contente (prosa poética, 1991), Mais Felizes Que o Sonho (poesia, 1996), Diálogos de Rosa e Espada (crónicas, 2004) O Piano Adormecido (infantil, 2006), Canto Imperecível das Aves(poesia, 2012), A Formiga Barriguda (infantil, 2012), Templo do Fogo Insaciável (poesia, 2013), As Férias da Formiga Barriguda (infantil, 2013), Cartas a Um Amor Ausente (prosa poética, 2014), A Orquestra da Formiga Barriguda (infantil, 2014), Picó Seis Dedos no Planeta Azul(infantil, 2016).


fontes:

nota biográfica: gentilmente cedida pelo autor

imagem: https://biblionavegar.files.wordpress.com/2017/05/3b31d-antoniovilhena.jpg

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